
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Por que não uma Rainha Maga?!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Salgueiro, Minha Paixão, Minha Raiz - 50 Anos de Glória
Salgueiro! Primeira vez que desfilei no Rio de Janeiro. Eu, Marcel e Carol ficamos hospedados em Ipanema na casa da Priscila Saraiva que já estava morando lá a alguns anos. Ótimo, porque além de nos abrigar, ela recebeu nossas três enormes fantasias de alerquim, composta por calça, blusa, gola, sapatinho da comunidade, violinha e um chapéu. Tudo mega ultra power gigante. Como a Pri recebeu as fantasias, fez amizade com o diretor da nossa ala e ele ficou de avisá-la caso sobrasse alguma vaga para que ela desfilasse conosco. No dia do desfile, já estávamos saindo quando o diretor ligou para ela. Niiiih! Correria total. Saímos às pressas para buscar a fantasia sobrante. Por algum tempo ficamos parados olhando para o Ka dela imaginando a melhor maneira de realizar nosso próprio frete. Entrei eu já vestida com a fantasia, sem a gola e com o chapéu no chão do veículo. Parecia que havia um cisne no meu colo, com aquela pena gigante na minha passeando pelo meu rosto e se curvando no teto do veículo. Carol, foi ao meu lado só com luvinha, o sapatinho da comunidade e calça da fantasia. O Marcel na frente só com calça e a Pri vestida com suas próprias roupas dirigindo. Seu carro era novo ainda, mas acredito que a maresia semeou a discórdia conosco. Ao entrar no túnel Rebouças, o carro parou. Nada fazia com que ele funcionasse. O trânsito bombando, os carros trafegando em alta velocidade e nós ali parados. Obstáculos no túnel. Todos saíram do veículo para tentar algum milagre. Eu tava tensa e muda, evocando prótons. Pri começou a chorar de raiva. Carol, foi para o meio do túnel fazer sinal de perigo, solicitando que não passassem por cima da gente e o Marcel em pânico gritando para a "Putuka" dele, sair do meio da rua! Me deu crise de riso interna, que visão cômica! Ri internamente porque a Pri estava muito brava. As poucas lágrimas fugiram de medo dela ao tentarmos empurrar o veículo. Nada! Pri apelou e depois de 6.942 prótons enviados, o carro pegou! Muito engraçado, nós fantasiados, correndo e entrando no carro da forma mais encaixante possível. Parecia apresentação do Circo Vox. Quando conseguimos chegar no suspiro do túnel, paramos ao lado de uma viatura. Dois guardas vieram ao nosso encontro e nos ajudaram a chamar um táxi. Um deles, veio me ajudar a transferir as fantasias de carro, só que a ajuda do ser era ficar ao meu lado parado me olhando. Eu, já mega irritada com o horário, não vi quando entreguei os cabides pesados pra ele e gritei: "_Faça alguma coisa!" Alah! Ele carregou tudo para mim, não me prendeu e nem cobrou nada! Uma saga, mas conseguimos pegar a fantasia e jogar nossos corpos na Sapucaí. Muito doido! Parecia que éramos a seleção brasileira entrando no estádio. Pessoal batendo nas nossas costas e mandando a gente fazer bonito! Ouvi muitos: "_Vai láááá Salgueiro!!!" O Rio pára mesmo e todos tem sua escola de samba para torcer! Um show isso OU! Enquanto isso, em outro táxi, estavam chegando a Carola, Juliana (Pipinha), a Talita e o Grau! As três com suas garrafinhas de Gatorade lotada de vodka com um pouco de suco de uva. Apesar de ensandecidas, o motorista elogiou as mocinhas falando que achava muito bonito três meninas simpáticas, tomando gatorade antes de desfilarem. Que achava um absurdo esse "povo" que bebe igual a uns loucos e vão para a sapucaí. As misses chegaram dando pála de rir na concentração! Aliás, o "saudaaaaaadeeeeeeeeeeee" que eu tenho mania de falar pra todo mundo, vem da Juliana e Carola gritando pro Jorge Fernando durante nosso passeio pela escola. Muito engraçado! E assim desfilamos! Sensação loca. Muito emocionante. Depois do desfile, voltamos para casa meio mancantes. O sapatinho da comunidade machucou meu pezinho direito, mas pior foi o estrago que fez nos pés do Marcel. Fritou total, judiação! Compramos uma cervejinha pra dar uma quebrada, assistimos o resto do desfile pela tv e as 6 da manhã eu e Priscila fomos buscar o carro no local que o deixamos. Detalhe, o carro pegou de primeira e voltamos rindo da aventura. sábado, 3 de janeiro de 2009
Matilde Gentileza

Eu, Damião e Amanda almoçamos em um restaurante no centro da cidade e paramos o veículo em um estacionamento ali perto. Ao tentar sair, nenhum carro nos dava passagem até que uma senhora bondosa nos deu passagem. O Damião ficou feliz e disse que gentileza assim não era fácil de encontrar. Imediatamente, comecei a cantarolar uma vinheta “Matilde Gentilezaaaaa” e segui falando com uma voz suave, como se fosse dona de um programa de rádio. A Amanda pegou o que eu estava tentando fazer e já começou a fazer perguntas para a Matilde Gentileza, como se fosse uma ouvinte em busca de respostas e consolo para sua vida. Damião também entrou na brincadeira e foi ele quem achou a foto da minha nova personagem, baseando no briefing que eu passei. Ela tem uns 56 anos, cabelos grisalhos (não muito), usa terninhos brancos (fazendo a linha Roberto Carlos) e é uma pessoa iluminada. Ela não é uma religiosa, mas tem vários seguidores. Uma espécie de “guru”. Uma sábia mulher! Suas roupas são confeccionadas por Dona Floriana (uma senhora negra, de setenta e tantos anos, cega e que usa lencinhos floridos na cabeça para tampar seus poucos fios brancos. Matilde é assim. Matilde sou eu hahahahahahaha! Desde sua criação, meus amigos e amigos de amigos sempre pedem uma consulta da Matilde. Uma vez, estávamos em uma festa e lá havia um palco tipo teatro. Me colocaram neste palco e pediram pra eu fazer Matilde ao vivo. Já escrevi para nossa revista Caras (criada depois de um Réveillon para brincar com os amigos). Matilde Gentileza também é moderna! O maior meio de atender seus seguidores é via “MSN”. Devido a pedidos constantes para bons momentos engraçados de consultas, tentarei fazer uma coluna dela aqui no blog, se o tempo me ajudar. Para evitar problemas, desboquei a foto dela. Não sei onde o Damião achou esta imagem, só sei que é perfeita com a personagem...
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Fliperama Humano

É IMpressionante! Uma vez, na fazenda do Miller (Tupaciguara - MG), acordamos cedo e resolvemos ir até a cachoeira. A Fran tentou me persuadir a ficar e já começar a beber, mas eu, imbuída no espírito de aventura e companheirismo, recusei.
Estávamos em uma turma grande e eu e o Xapéu resolvemos ir na frente, já que conhecíamos a trilha. Ao chegar no riachinho, sentamos em pedras existentes e ficamos conversando até o resto do grupo chegar. Continuamos a caminhada e chegamos até a magnífica cachoeira. Linda!
Depois de nadar e curtir o visual, nós dois começamos a andar pelas pedras do outro lado do lago que se formava com a queda. Com o excesso de confiança, não prestei atenção e escorreguei no lodo. Caí em um filetinho de água e este era tão forte que me arrastou com brutalidade. Fiquei me debatendo, tentando me agarrar a algo, mas eu já havia me transformado em um fliperama humano (eu era a bolinha). Quando vi que não tinha como parar, tratei de proteger minha cabeça e torci para que eu chegasse logo curso do rio normal, sem as pedras. Pensei:” _Acho que as pancadas são da Morte me cutucando, chamando para ir com ela”. O tal filminho que dizem passar na mente antes de morrer, se iniciou. Bucéfalo! Não quero assisti-lo! E então, me lembrei do julgamento que fiz sobre um pescador japonês que tinha morrido afogado recentemente ali perto. Como um pescador morre assim? Não é possível que ele não soubesse nadar. Só que eu não levei em consideração a força da correnteza. Também não tinha pensado nas pedras. Ele pode ter batido a cabeça e ponto final para ele! Pedi perdão e neste instante, despenquei.
Era a primeira quedinha d’água que em seguida voltou a ser um filete maior e tão forte quanto antes. Continuei sendo levada. Outra queda. Bem mais alta. Cheguei a ver a floresta ao meu redor, só que breve. Afundei até enxergar tudo marrom. Tentei subir, mas a força da água me mantinha no fundo. Engraçado, apesar de tudo, eu estava calma e tive a luz de tentar nadar lateralmente até sair do jato de água que me mantinha lá embaixo. Tava quase conseguindo chegar a cima quando me faltou ar e comecei a afogar, mas bati as pernas mais rápido e consegui respirar! Alívio!!!! Mas ainda assim, comecei a afundar novamente, quando vi o Xapéu pulando pelas pedras desesperado.
A visão me deu forças e consegui chegar até perto da pedra que ele se encontrava. Tentei me segurar no pé dele, mas ele tremia tanto que seu pé chegava a pular e então afundei. Alah fez meu amigo enfiar a mão dentro da água e me tirar de lá. Eu estava completamente sem forças. Começou a chegar mais gente para ajudar e conseguiram me colocar em cima de uma grande rocha. A face de terror de todos começou a me assustar. Será que eu tava destruída?! Ai ai ai!
Neste instante, chega a Priscila, que estava de longe sem coragem de chegar até mim. Pegou por trás da gola da minha camiseta e puxou. Soltou um gemido tão apavorante e soltou imediatamente! Daí que fiquei com mais medo ainda. Eu devia tá muito machucada. Tentaram me colocar de pé, mas eu não conseguia devido a dor que era Gulliver. Xapéu de um lado e Priscila de outro. Eu não tinha escolha. Ou aguentava a dor e saía dalí ou passaria a viver como Mogli na floresta.
Para voltar para a fazenda por uma trilha menos 90º, escolhi voltar pela mais amena e mais distante. Seguimos até chegar onde eu e o Xapéu paramos para esperar o pessoal. Detalhe, encontramos um facão afiado. Não sei como não o vimos. Será que alguém passou por ali e fez o favor de perdê-lo assim?! Obra do Velho do Rio?! Bom, um dos meninos pegou o tal facão sem compromisso.
Seguimos em frente com a maioria do pessoal na frente para ir abrindo caminho. Capim tava alto por causa das chuvas recentes. Soltei um berro de dor. Olhei para baixo e tinha um inseto enorme com seu ferrão enfiado no machucado da minha canela. Pedi para retirar o monstrinho, mas ao baterem a mão no bicho, ele apenas balançou. Priscila e Xapéu dispararam a rir da situação e eu fiquei muito brava com os dois, até que conseguiram tirar aquela coisa da minha perna.
Continuando, chegamos a um local onde tinham galhos compridos e cheios de espinhos. O da frente ia passando e entregando o galho para o de trás segurar e não se machucar. Adivinha?! Xapéu foi segurou para ele e se esqueceu que eu estava sendo arrastada por ele e o galho se chocou com minha testa, até então sem arranhões. Lindo, né?! O que aconteceu?! Os palhacinhos tiveram outra crise de riso!!! Quando fico irritada, minha sombracelha esquerda se levanta e ela já tava a 3 metros de altura!!! Chegamos a outra árvore assassina. Ameacei os dois se soltassem o galho na minha cara novamente, só que ao terminarmos a travessia, o galho era fixo. Ridículo! Deve ter sido o medo de mim que lhes deu cautela para segurarem todos os galhos pela frente.
Comentei que o único lugar que não sentia dor eram minhas orelhas. Comentário adiantado deMarcia! Dei outro berro! Uma mutuca gigante estava pousada sobre a orelha direito! Doeu horrores. Os palhacinhos até que agiram rápido, mas já era tarde. Minha orelha ficou enorme e vermelha. Enfim, chegamos a uma área onde o capim era mais alto do que os meninos. Hora do facão amigo!!! Ainda assim, estava difícil passar. Doía muito. Meu corpo inteiro doía muito! Descobri que a respiração “cachorrinho” que grávida faz é para aliviar a dor. Eu estava super interagindo com essa respiração e sem ver. Lógico, rolou aluguel pelo fato. Plim, aliviava ou pelo menos distraía a dor. E eu nem percebia que estava fazendo. Deve vir junto com as mulheres esse tipo de coisa.
Chegamos no pasto. Um boiadeiro veio a cavalo ver o que estava acontecendo. Se propôs a me levar mas eu não conseguia nem dar um passo sem sentir dor, imagina eu movimentante em cima de um cavalo!? Resultado foi que fui de “cavalinho”, nas costas de um amigo, de forma que ele segurava minhas pernas e mãos para que eu não despencasse. Chegamos de volta a fazenda. A Fran, claro, riu da situação e me esfregou um copo na cara, falando que tinha me falado que seria muito mais legal ficar com ela bebendo. Não dei um soco nela porque não tinha condições físicas. Foi ela que limpou meus ferimentos, passou remédio e não ficou surda com meus gritos de sofrimento (praticamente uma enfermeira impiedosa). Ela também foi ternura, me alimentava e até fazia aviãozinho nos momentos garfadas. Aliás, fiquei assim por mais de uma semana. Sem movimentos e dependente.
Apesar de tudo, fiquei feliz por ver o amor que meus amigos têm por mim. Principalmente a Pri o Xapéu. Os dois me contaram que rolou o maior pânico ao imaginar que eu teria morrido ou algo do tipo. E eu vi o medo estampado na cara dos dois mesmo. Fliperama humano, não mais!
domingo, 28 de dezembro de 2008
Vê se ele tá aqui no meu bolso
sábado, 27 de dezembro de 2008
A Kombi do Macarrão

Eu tinha acabado de sair do banho quando o Damião me ligou propondo um passeio “Vintage”. Claro, aceitei imediatamente! Coloquei meu All Star, uma camiseta que ele trouxe da França pra mim e um agasalho Adidas. Tudo bem vintage para ornar. Eis que chega a Kombi buzinante em meu lar. Na lotação estavam o Macarrão, Damião, Alfredo, Leão, Assis e sua esposa americana. Optei por ir atrás, mais bacana. Nem me lembro se já havia andado de Kombi na vida! Primeira parada foi no Bonsai. Barzinho cheio de plantas fagocitantes, muitas gravuras na parede, todas antigas. Dava a impressão de estarmos em uma floresta encantada. Sentamos em uma mesa de madeira ultra rústica e interagimos com a cerveja. Os copos eram de alumínio e dava um ar medieval no evento. Me senti na reunião anual dos gnomos medievais. De lá, Kombi novamente. Chovia muito e segundo o Macarrão, sua Kombi era dotada de um equipamento engenhoso que fazia com que a água do teto do veículo fosse lançada para o pára-brisa. X o que havia de engenhoso nisso, mas ta valando. A Kombi é um sucesso! Segunda parada, Bar Saideira (onde geralmente se reúnem os publicitários de Uberlândia). Apesar do veículo ser 2008, a ré dela continua sendo como era em 1957. Um ônibus que vinha atrás, não aceitou a tentativa de baliza e ficou buzinando. Rolou um dedinho insultador do Damião, para o motorista inimigo e um bate boca de 8 segundos entre nós para dar ênfase ao clima de intersecção jovens X transporte coletivo. Depois da confraternização no bar lotado, era o momento do retorno aos lares. Passamos pela rua da feira livre para nossa amiga se sentir em casa, andamos com a porta aberta para brincar de helicóptero da polícia e ficamos com receio da gasolina acabar conosco. Fomos obrigados a parar no posto e colocar R$ 5,00 (cordialmente doado pelo Leão). Batemos algumas chapas para registrar o momento singular. Em breve, colocarei aqui. Viiva a Kombi do Macarrão!
